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quinta-feira, 2 de março de 2017

SOBRE O QUÊ MICHAEL ESTÁ FALANDO...


“Um Despertar (de Consciência) não significa que um indivíduo desperta. Significa que o conceito de ser um indivíduo desaparece; todas as atitudes mentais sobre a individualidade vão embora. Elas se dissolvem porque não são a Verdade. [...] A verdade não pode ser conhecida através dos cinco sentidos. Apenas a experiência completa deste conceito é capaz de dissolver toda a ilusão e despertar.
Quando eu menciono um Desperto, transmito um conceito sobre um indivíduo, não uma descrição do mesmo. Um Desperto não tem uma descrição adequada – nenhum rótulo se encaixa.
Florestas não são árvores e árvores não são florestas. Despertar faz com que as árvores percebam que nunca foram nem uma árvore ou uma floresta. Supor que a verdadeira identidade de uma pessoa é o corpo ou a história pessoal do indivíduo é o mesmo tipo de má-identificação. Nenhuma árvore é somente o personagem que se manifesta no momento, e nenhum humano é apenas a manifestação que aparenta ser. Todas as árvores e todos os seres humanos são muito mais do que o detalhe da aparência.
O homem não possui um conceito que possa descrevê-lo. Todos os seus conceitos tornam-se rótulos. Um Despertar altera a maneira de um homem em conceituar-se. Apaga todos esses conceitos. As práticas capazes de acabar com esses conceitos são poucas. Inventar um conceito diferente não contribui em nada. Quando a desmontagem de um ego acontece, esta é a liberdade definitiva”.
Saint Germain
Fonte: http://comptedesaintgermainsblog.blogspot.com/2011/02/awakening-masters.html

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Quando os Mestres falam, resta aos discípulos tentarem entender e vivenciar. Este texto de Saint Germain ilustra muito bem os ensinamentos que Michael tenta nos passar em cada oportunidade. Michael, em si, já é um ensinamento, um compêndio de sabedoria ambulante, mas ele tenta colocar tudo em palavras, em músicas, em atitudes para nos orientar.

Um cem número de vezes ele disse: "somos um"... ou "somos todos um"... ou "somos todos uma família"... Esse é o conceito a que Saint Germain  se refere no texto acima. Um Ser desperta quando sai da Individualidade para se ligar à Unidade (consciência crística ou amor universal)Michael exemplifica esse conceito quando sente a dor do mundo como sua, ou quando se sente pai de todas as crianças do planeta...  ou ainda quando não gosta de se intitular americano por se sentir um cidadão universal.

"não julgar" de Michael também torna acessível à nossa compreensão a assertiva de Saint Germain de que "Nenhuma árvore é somente o personagem que se manifesta no momento, e nenhum humano é apenas a manifestação que aparenta ser. Todas as árvores e todos os seres humanos são muito mais do que o detalhe da aparência."

Não podemos julgar nada, nem ninguém, porque não conhecemos a verdade, já que a verdade é intrínseca a cada Ser ou situação. Só a Divindade tem acesso à Verdade de cada um e, se repararmos bem, nem mesmo nós somos detentores da verdade de nós mesmos. Nós não nos conhecemos internamente. Somos incapazes de reconhecer nossos sentimentos e de prever nossas reações... Aliás, nós ainda "reagimos" ao invés de agirmos.

Somos reféns da nossa própria ignorância, somos desonestos com nossa própria essência, não somos criaturas livres, pois fazemos da ilusão de tudo a nossa bússola. Estar desperto é olhar para si mesmo e reconhecer-se parte de um todo, de uma Grande Consciência que tudo rege. Nada somos sozinhos, tudo somos unidos... lembram-se das palavras de Michael aos fãs, em 2003: "Sozinho eu não posso nada, mas juntos podemos curar o mundo"? É esse o conceito do UM.

Quem tiver ouvidos de ouvir,
que ouça os Mestres ensinando


   



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Este artigo é protegido por direitos autorais. O autor dá permissão de compartilhá-lo, através de qualquer meio, contanto que os créditos sejam incluídos: nome do autor, data da postagem e o local onde se obteve a informação divulgada com o corpo da mensagem. É expressamente proibida sua comercialização sob qualquer forma ou seu conteúdo adulterado ou parcialmente divulgado (trechos da mensagem) ou utilizado para base de qualquer trabalho sem prévia permissão do autor. Sempre incluir o endereço eletrônico do site oficial no Brasil: michaelsiriano.blogspot.com.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

NUM GESTO TÍMIDO,
UM TURBILHÃO DE SENTIMENTOS


Ele não soube fazer Michael ouvir "eu te amo"
mas soube fazê-lo sentir "eu estou aqui".

Eu tenho em conta que essa é a imagem mais significativa e forte da vida de Jackson. Não estou dentro dele para saber, mas eu sinto isso na alma.

Um gesto tímido, quase escondido.... apenas um toque; e vale mais do que um turbilhão de palavras, ainda mais vindo desse homem,  o duro Joe Jackson.

Houve um tempo em que a minha mágoa em relação ao Joe era maior do que a própria mágoa de Michael. Eu tomei as dores mesmo, tive sentimentos duros e negativos com relação a ele, afinal, ele machucou profundamente o Amor da minha Alma.

Mas, quando me deparei com essa foto, algo começou a mudar dentro de mim com relação a esse homem que deu a vida a Michael. E pude ver que ele não é tão duro assim, que ele tem sentimentos, que ele ama esse filho com paixão..., mas ele não sabe dizer. Como deve ser terrível não saber falar o que sente! Que passado duro e árido teve Joe para deixá-lo assim tão mudo!

Acho que a mágoa maior de Michael - muito maior do que a dor das surras de chicote - era a dor de nunca ter ouvido da boca do pai um tão furtivo quanto "eu te amo!" Acho que teria bastado uma vez. Mas Joe não sabe falar o que sente, não sabe demonstrar o que sente, sente-se menos homem em admitir que sente algo por alguém.

Eu não consigo imaginar o sofrimento interno desse homem, a dor muda que ele carrega no peito a ponto de lhe comer as palavras. Sim, porque Joe Jackson não é tímido, e o tímidos falam... baixinho, mas falam. Mas Joe não sabe falar.

Esse pequeno gesto de Joe, que o redimiu perante minha alma, só não é maior do que o gesto de Michael em perdoá-lo. Mais difícil do que não saber falar é saber perdoar, porque o perdão só existe quando é de coração.

Apesar das profundas cicatrizes, o velho Joe cumpriu o seu papel. Talvez a divindade tenha roubado as palavras de Joe para que elas não interferissem na lapidação do seu diamante. Michael entendeu as dificuldades emocionais do pai, entendeu o seu papel e deu o primeiro passo. Era 2001, ele mesmo já era pai de dois filhos, e estava a caminho de seu discurso de lançamento da Fundação "HEAL THE KIDS", na Universidade de Oxford, na Inglaterra, quando falou para uma platéia repleta de acadêmicos. Nesse dia, pela primeira vez desde os seis anos de idade, ele o chamou de "papai". Inimaginável esforço de ambos.

Michael, você é minha escola viva! 

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

WE’VE HAD ENOUGH


BASTA!



Por Andréa Luisa Bucchile Faggion


Meus amigos, vamos celebrar! 'We've Had Enough' (Tivemos o Bastante)! A maravilhosa 'We've Had Enough', não é mais um desabafo sobre o linchamento que Michael Jackson vem sofrendo nas mãos dos neoconservadores, falsos moralistas e fundamentalistas que detêm o poder na América. Embora seja universal, no atual contexto, ela é sim um desabafo sobre o que o mundo todo vem sofrendo nas mãos desses republicanos de Bush que tratam gente "esquisita" com algemas e bombas.

Como estamos falando de Michael Jackson, não espere a banalidade de versos como "nós queremos paz" ou "a América mente". A música mais política da carreira de Michael Jackson, sim esqueça 'They Don't Care About Us', não carrega bandeiras políticas explícitas ou levanta bordões anti-Bush. Michael Jackson é o contador de estórias do mundo contemporâneo. Como os sábios de séculos ou mesmo milênios atrás, ele faz sua crítica com parábolas e causos. Foi assim quando ele dançou seus sonhos em forma de livro, por exemplo.

Em 'We've Had Enough', ele nos leva a imaginar como um pai contaria a uma criança sobre a morte da mãe em um ataque militar, e vice-versa. Há algo mais simples e direto do que esse apelo? Há alguma ideologia que se sobreponha à crua constatação de uma vida interrompida, justificando momentos assim?

Como me disse em conversa nosso ex-diretor e meu amigo Alvaro Zanotti, estes versos que retratam inocentes pedindo uma explicação sobre a orfandade provocada pela guerra soariam piegas na boca de qualquer outro. Com Michael, eles soam dolorosamente humanos, fazendo-nos pensar, ou melhor, sentir como pudemos permitir que isso acontecesse. Esta é uma das funções de Michael Jackson no mundo: ele nos faz ver o que há de mais simples que, de tão óbvio, não percebemos mais; ele nos mostra que teorias complicadas e sofisticações intelectuais não valem de nada perante a dor nua e humanamente crua.

Fazer-nos imaginar uma garotinha perguntando a um oficial se Deus lhe disse que ele poderia decidir quem poderia viver e quem deveria morrer é o jeito de Michael de nos ensinar que nenhuma idéia vale uma vida, como diz explicitamente e, portanto, sem a mesma força, uma canção brasileira. É o jeito de um homem simples que olha para a vida sem as lentes das convenções, das ideologias, das fórmulas e das regras... É o jeito de um homem que nos toca por olhar o mundo simplesmente como ele é. A propósito, será que um dia vão entender que é só isso que ele quer dizer quando diz que temos a aprender com as crianças?

Dizem os estetas que a arte é sempre crítica, mesmo em um conto de fadas de chapeuzinho vermelho, porque a arte é, no mínimo, a criação de uma utopia, ou seja, de um mundo que não tem lugar, ao menos ainda, no mundo real. Portanto, mesmo o artista mais apolítico, ao criar seu próprio universo, sempre coloca outra possibilidade de mundo e, assim, questiona, ainda que involuntariamente, o mundo que de fato existe.

Mas ao criar o mundo de 'We've Had Enough', Michael certamente sabia o que estava fazendo e, desta vez, não colocou nenhuma utopia. O que faz de 'We've Had Enough' sua obra mais política é justamente a identificação entre o conto e o real no contexto atual. A música fala, sem se referir, de uma realidade que não é só de guerra como também de possibilidade de mudança. Michael grita que temos escolha. Sim, os americanos, justamente agora, puderam escolher entre o "senhor da guerra que não gosta de crianças" e o mal menor, o falso caçador de gansos, John Kerry. Aliás, diga-se de passagem, eles, infelizmente, acharam que ainda não tinham tido o bastante.

Mas esta foi a ousadia política de Michael Jackson. Atacar a guerra, não pelas mentiras de Bush ou pelos prejuízos causados aos cofres públicos, mas por negar o direito que os pacificadores do mundo se deram de matar em nome da paz. Sua ousadia artística, por sua vez, se deu, mais uma vez, na estrutura da canção. Quase 6 minutos sem um refrão propriamente dito! Que rádio vai executá-la?

Bom seria se fossem todas! Bom seria se ela tivesse ecoado em toda cabine de votação da América! A propósito, esta canção me faz lembrar de um novo documentário que será lançado quase simultaneamente ao box set no Reino Unido. O documentário, que traz a participação da obsessiva psiquiatra Carole Lieberman e do falso detetive Ernie Rizzo, ambos em sua eterna cruzada contra Michael, nos diz que não podemos entender Michael Jackson, porque sua noção de realidade é por demais distante da nossa. Ora, antes nossa realidade fosse mais próxima da dele, não é? Ao menos, em sua fantasiosa Neverland, ao contrário do nosso real Iraque, as crianças estão a salvo, até que se prove o contrário...
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Fonte: http://www.reidopop.com/mjbeats/showthread.php/28785-Artigo-Basta! – Out/2004


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

MICHAEL COMANDA A TRANSFORMAÇÃO


"Quanto mais velho fico, mais me impressiona a fragilidade e incerteza de nosso conhecimento e tanto mais procuro refúgio na simplicidade da experiência imediata para não perder o contato com as coisas essenciais, isto é, as dominantes que governam a existência humana [...] É bem possível que estejamos olhando o mundo do lado errado e que poderíamos encontrar a resposta certa, mudando nosso ponto de vista e olhando o mundo pelo lado correto, isto é, não pelo lado de fora, mas de dentro." (Karl Jung)
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Resistentes à evolução, por causa dos egos, nós somente mudamos o rumo da vida quando chegamos no limite do sofrimento. Cansados de apanhar sem entender porque, desiludidos de tudo, com um sentimento de solidão esmurrando o peito... só assim consentimos abrir a guarda e permitirmos a saída de Deus, da centelha divina que nos habita... essa Luz que nos anima o invólucro humano e que alguns de nós chamamos Alma e outros chamamos Essência. Não importa o nome, importa a compreensão.

A Humanidade passa por um profundo momento de extremos, onde os cegos espirituais se afundam na materialidade, na degeneração generalizada, na involução sem controle; e onde os que já vislumbram um pouco de Luz correm desesperados atrás de um outro sentido para a vida, uma outra explicação de tudo que existe... é a espiritualização do Planeta e sua raça remanescente.

Reportando-me ao artigo "O Homo-Sapiens está em extinção", publicado no site "Somos Todos Um" (http://somostodosum.ig.com.br/), nossa pseudo-sabedoria, nossas ilusões mundanas não conseguiram destruir o Conhecimento profundo que as civilizações milenares exerciam com largueza, e está sendo levado adiante "por seres capazes de transpor as múltiplas dimensões do Universo, seres livres de condicionamentos religiosos, de dogmas, de culpa. Seres em sintonia total com a Unidade, a verdade, a alegria, a simplicidade, o amor incondicional, que vivem em harmonia com a Natureza, com profundo respeito, admiração e gratidão com a nossa Mãe Terra."

Vocês conhecem alguém assim?

Michael está fazendo conosco internamente o que Joe Jackson fez com ele externamente. Ele está nos sedimentando força, resistência, criando defesa (pele de rinoceronte); está surrando nosso inconsciente para abrir brechas na couraça da mente e possamos florescer, dar passagem à Luz; possamos sentir e ouvir nossa alma. Ele está nos fazendo fortes o suficiente para que nada nem ninguém no mundo possa nos atingir, nos iludir e nos derrubar. Não que o mundo vá deixar de nos bater e tentar nos roubar a mente; nós é que não permitiremos mais sermos manipulados, iludidos e tragados pela tagarelice terrena.

Nossa alma estará ligada ao Divino, às esferas de dimensões superiores, como ele está e sempre esteve. Michael passou por sua prova de fogo - o fogo que depura -, nós a estamos passando agora. E o Amor que se desenvolverá dentro de nós, em contato com a Verdade (deidade), será tamanho que seremos capazes de abraçar o mundo. Mas o faremos por nós mesmos, por um apelo interno próprio e não porque Jesus mandou, ou porque Michael falou. Precisamos desenvolver nossa identidade cósmica (interna), independente de termos ou não Grandes Seres ao nosso lado para nos guiar. Um dia, também nós seremos guias.

Estamos em meio a um brutal e urgente processo de evolução espiritual. Ou abrimos nossa mente agora ou seremos tragados pelos raios de Alcione. Não haverá mais lugar na Terra para os cegos espirituais. Estamos sendo submetidos por Michael a uma enxurrada de "escapismos", de tagarelice humana, um verdadeiro terremoto de contradições, falsificações, medos, incertezas e angústias, para medir até que ponto ainda estamos iludidos, até que ponto ainda somos manipuláveis e suscetíveis, até que ponto a mente ainda nos governa e amordaça a alma.

Michael é uma tempestade divina enviada para mudar o rumo dos nossos pensamentos, sentimentos e atitudes, com o propósito de estarmos aptos a habitar a nova Era do Planeta.


Mesmo os que ainda estão atados ao burburinho terrenal, eu convido a silenciar um pouco a mente, a mergulhar na quietude da alma e tentar submergir mais lúcido e fortalecido: invencible, unbreakable... Façam valer à pena o esforço do nosso Mestre-Menino.

Sigam a LUZ, sigam a Luz de Michael, tentem enxergá-lo como verdadeiramente ele é, e terão a grata surpresa de descobrir Quem ele é.
     

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

DESMISTIFICANDO O SANTO

Artigo publicado em 12/09/2010

O misticismo religioso subtrai da humanidade uma série de informações e conhecimentos que os grandes Seres, missionários cósmicos, trazem aos mundos em processo evolutivo de menor alcance.

Nenhum dos grandes Mestres da humanidade instituiu, em vida terrena, qualquer religião. Eles trouxeram, sim, um código de conduta ética, uma filosofia de vida e um modo-proceder que cada indivíduo, dada à sua condição evolutiva, absorveu à sua maneira. Isso gerou uma diversidade de interpretações tal que o mundo herdou uma gama considerável de seitas religiosas. Portanto, quem instituiu as religiões foram os discípulos, e os discípulos dos discípulos; nunca os Mestres.

Isto prova que a Divindade não pretende que o homem siga uma regra padronizada, seja um indivíduo manipulado por um código produzido pelo entendimento de alguns. A Divindade pretende que o indivíduo intua, reflexione e formule o seu próprio código de vida, embasado no seu entendimento do Conhecimento Universal.

Um mundo evoluído não tem religião nem tem fronteiras; tem religiosidade (ligação interna com o divino). É o mundo cantado por Lennon em "Imagine"; é o mundo cantado e, principalmente, vivenciado por Jackson em pelo menos 35 anos dessa sua existência terrena.

Os preceitos cristãos da pobreza e da caridade, tergiversados por interesses mundanos, a meu ver, tomaram uma conotação quase perversa com relação ao crescimento espiritual da humanidade terrestre. Teríamos mais proveito evolutivo se tivéssemos uma visão menos simplista da Divindade e das Leis Divinas.

Se o princípio da pobreza fosse entendido como princípio de desapego, talvez a miséria já tivesse sido erradicada do planeta, pois os miseráveis não estariam acomodados esperando ganhar o paraíso com seu sofrimento, nem os ricos estariam agarrados às suas posses como se pudessem retê-las ao deixar a vida terrena.

Não é pernicioso ser rico; pernicioso é ser avaro, egoico e apegado. A prosperidade é tão parte da evolução humana quanto a solidariedade. Todo ser humano tem o direito e a obrigação de ser feliz, de buscar conforto, bem-estar, melhor educação e maior conhecimento. Entretanto, igual direito e obrigação de ser solidário. Não caritativo, na forma simplista de dar esmolas, mas caritativo no sentido de buscar amenizar a dor dos que passam por suas purgações evolutivas.

A apologia da pobreza, do sofrimento e da caridade pregada pelas religiões é perversa com relação à evolução da humanidade e, consequentemente, do planeta que a abriga, porque cria o conformismo e a indolência perante os desafios da vida.

O Criador não mima suas criaturas; apenas lhes dá diretrizes, por suas Leis; e orientações, por seus missionários. Cabe a cada um o arbítrio de multiplicar seus talentos ou deixá-los inertes, desperdiçando a existência.

Michael vivenciou essa lição para todos nós. Usou à exaustão os seus talentos para prosperar, fez de suas dores a mola propulsora para depurar o seu poder de superação e exerceu com sabedoria e largueza de desprendimento a sua solidariedade material e afetiva. Foi mal compreendido por isso, foi criticado por isso, foi ridicularizado por isso, foi julgado por isso, mas não se abateu.





A maior vitória de um ser humano é nunca se deixar vencer, nunca desistir de tentar superar-se, mesmo porque a vida não lhe permite e começa a lhe bater. Portanto, não pensem que Michael desistiu e morreu de overdose de medicamentos. Sua grande vitória ainda está por acontecer.

Os grandes Seres, os grandes Mestres estelares da humanidade não andam por aí com uma auréola de luz na cabeça, nem são homenzinhos verdes, cabeçudos e com antenas na testa. Eles podem estar por aí travestidos de soldadinhos de chumbo, ou de chapéu preto e luvas brancas brilhantes, dançando, cantando e encantando como nunca antes se viu.


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Este artigo é protegido por direitos autorais. O autor dá permissão de compartilhá-lo, através de qualquer meio, contanto que os créditos sejam incluídos: nome do autor, data da postagem e o local onde se obteve a informação divulgada com o corpo da mensagem. É expressamente proibida sua comercialização sob qualquer forma ou seu conteúdo adulterado ou parcialmente divulgado (trechos da mensagem) ou utilizado para base de qualquer trabalho sem prévia permissão do autor. Sempre incluir o endereço eletrônico do site oficial no Brasil: michaelsiriano.blogspot.com.