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sábado, 18 de dezembro de 2021

AMOR É LEI


MICHAEL by JULIA SIROSH

Para mim, no mundo, há apenas uma pessoa que, desde o tempo de Cristo, conseguiu mostrar com toda a sua vida que o AMOR É LEI.

Certamente, há outros, mas neste caso, não importa. Ele veio para ficar. Ele continua a salvar vidas. Ele atingiu um patamar no showbiz que ninguém pode alcançar.

Para se tornar uma verdadeira lenda e o rei dos corações humanos, não é suficiente ser apenas um vocalista, apenas um músico, apenas um compositor, apenas um dançarino ou um diretor. Eu vou lhe dizer que não basta combinar tudo isso em você mesmo.

E para iluminar, verdadeiramente, o mundo, você precisa de um coração tão grande quanto o Texas.

Somente no caso dele, o coração era do tamanho de uma galáxia. Uma pessoa que pensa em planetas, enquanto a maioria só pode pensar em seu próprio jardim e, mesmo assim, nem sempre.

Feliz aniversário, querido [29/08/2017], onde quer que você esteja! E obrigado pela vinda.

L. O. V. E.!
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Fontes: https://vk.com/milanik
- Blog “Cartas para Michael”



sábado, 4 de dezembro de 2021

UMA CARTA DE SPIKE LEE


Querido Michael!

Na semana passada, eu fiz uma peregrinação para a sua cidade natal, Gary, Indiana. Eu estava dentro da sua modesta casa de três quartos, na 2300 Jackson Street. Eu senti a magia.

Tudo começou lá. Nove crianças mais seus pais, vivendo apertados, perseguindo o sonho americano. Esta solitária 2300 Jackson deveria ser declarada como referência histórica.

É preciso voltar ao início para ver claramente toda a viagem. Gary, a cidade do aço no centro-oeste, colarinho azul, trabalhando e vivendo duramente, grande ética de trabalho e valores básicos simples.

Ela está lá no início, onde você aprendeu: você teve que cantar e dançar como se sua vida dependesse disso. Você e sua família fizeram com que esse sonho se tornasse uma realidade. Mas como todos nós finalmente aprendemos (mais cedo ou mais tarde), os sonhos têm custos e custos têm consequências.

Eu realmente estimo o curto período de tempo que trabalhamos juntos, visitando a minha casa no Brooklyn, abraçando e beijando minha filha recém-nascida Satchel, como se ela fosse sua própria filha, nossa viagem fantástica ao Brasil para filmar o vídeo They Don't Care About Us.

Lamento nunca ter chegado a lhe informar que o nosso vídeo foi diretamente responsável pelo grande filme Cidade de Deus ser concebido e feito. Michael, sua vida tocou as pessoas no mundo inteiro de uma forma que você nunca vai saber.

Michael, eu sou um ano mais velho que você, nós crescemos juntos. Eu tinha meu (cabelo) afro como você. Eu queria ser como você. Queria as meninas bonitas correndo atrás de mim da maneira como elas faziam com você (elas nunca o fizeram: preferiam ficar fazendo ''olhos'' para os seus pôsteres colados nas paredes de seus quartos).

Você me fez ver as possibilidades, apesar de eu ser incapaz de cantar ou dançar, mesmo tendo vindo de uma família musical. Você, Jermaine, Tito, Jackie e Marlon nos mostraram o caminho. Vocês eram jovens rapazes negros como nós. Sobre nós foi um novo dia, um novo mundo e cabe a nós lembrar isso.

Encerrando, Michael, você captou tudo por aqui. Foi muito breve, mas enquanto você andou nesta Terra na sua forma física, você a mudou. Você mudou o mundo, mudou o jogo para sempre.

Que você possa descansar eternamente em paz. Amor!

Spike Lee
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Fonte: http://cartasparamichael.blogspot.com.br


MICHAEL E SPIKE NO PELOURINHO
SALVADOR/BA - 1996

sábado, 20 de novembro de 2021

AMOR, INCANSÁVEL AMOR!


Dentre os muitos problemas que afligiram a família Jackson na produção da Victory World Tour, Katherine ressalta um momento de beleza e generosidade de seu filho Michael.

“Tudo somado foi uma experiência traumática para Michael. Mas algo de bom, finalmente, veio disso: o Michael Jackson Burn Center.

Michael teve a ideia de emprestar seu nome à unidade de queimados do Brotman Hospital, depois de visitar alguns de seus pacientes companheiros com queimaduras. Ele foi às lágrimas vendo como alguns deles ficaram terrivelmente feridos, e ele queria fazer algo para ajudar.

Quando ele contou seus desejos à Pepsi, a empresa - que, tenho certeza, foi se preparando para um processo de Michael, algo que Michael nunca fez - foi muito feliz em doar um milhão e meio de dólares para o centro. Nascia o Michael Jackson’s Burn Center”.
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Fonte: "My Family, The Jacksons" - Katherine Jackson with Richard Wiseman, 1990
- Tradução: Blog "Cartas para Michael"

sábado, 13 de novembro de 2021

CORAÇÃO MENINO E HUMANITÁRIO


Era 7 de março de 1973...

Leslie Robinette, uma garotinha de apenas 6 anos de idade, portadora de anemia aplástica, havia acabado de ser submetida a um transplante de medula óssea (àquela época, ainda um procedimento experimental) e sofria de depressão pós-cirúrgica; afinal, ela estava magra, com pouco cabelo, estômago inchado e teria que passar três meses em isolamento. Apenas sua mãe tinha autorização para vê-la e os médicos estavam desesperançados com relação à sua recuperação.

"Depois de passar por tudo isso, você está apenas cansada e querendo ir para casa, é uma forma de parar de lutar", disse Robinette.

Como consolo, ela ouvia as músicas de sua banda preferida: “Jackson Five”, em uma plataforma giratória estéril que os médicos permitiram colocar na sala.

"Eu estava sentada no meu quarto, olhando pela janela, ouvindo curiosamente ‘Looking out the window’ do Jackson 5, quando ouvi as enfermeiras disponíveis enlouquecerem e fazerem um alvoroço", conta ela. Olhou através do vidro que era a sua única conexão com o hospital movimentado e viu o Jackson 5 lá. "Eles me perguntaram qual deles eu queria ver e disse que Michael era o mais bonito", lembra rindo.

De repente, uma mão conhecida, mas sem as tradicionais luvas brancas de lantejoulas se estendeu, pegou sua mão e perguntou como ela estava. "Há tão longo tempo assim desde que toquei alguém sem luvas. E eu vi o cabelo em vez de apenas um chapéu verde com os olhos espiando".

Leslie descreveu Michael como um jovem rapaz, obviamente, incrivelmente tímido, mas simpático e sincero, que lhe deu carinho e uma foto autografada.

Após a visita, Leslie Robinette começou a melhorar, para espanto e alegria dos médicos e da família.

"Eu não diria nunca que ele salvou sua vida, seria louco, mas voltou um pouco do seu desejo de viver, que ela tinha perdido", disse Trine Robinette, 49, irmã de Leslie.

Finalmente, a pequena Leslie melhorou e voltou com a família para sua fazenda em Greenville, Tennessee, onde ainda mora com seus pais.

Aos 17 anos, Robinette encontrou Michael Jackson novamente, em agosto de 1984. E recebeu ingressos gratuitos para assistir aos três concertos da Victory Tour, no Estádio Neyland, em Knoxville.

Na terceira noite, ela pode ir aos bastidores conhecer todo o Grupo. Michael levou-lhe um cartão de aniversário feito à mão. "Perguntei-lhe se ele se lembrava de mim e ele disse que sim. Falamos sobre o coro onde eu cantava e quanto tempo levaria para me livrar do colete lombar (por doença)", disse Robinette.

Leslie assistiu ao terceiro concerto em um camarote VIP, ao lado de Katherine Jackson, como convidada de Michael.


Quando deixou o Hospital Infantil de Seattle, três meses após primeiro encontro com Michael, os médicos disseram que Leslie Robinette poderia viver 10 anos. Ainda lutando contra sua doença, e com menos de 1,20 m e cerca de 27 Kg, ela tem agora 42 anos e uma vida ativa.

Como Michael Jackson tem uma forte afeição por animais, Leslie está envolvida com a NARHA (Associação Norte-Americana para a equitação com mobilidade condicionada), uma associação sem fins lucrativos, com sede em Denver (Colorado), que promove os benefícios da terapia com cavalos para indivíduos com deficiências físicas e mentais e está, atualmente, preparando-se para ser uma instrutora.
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Fontes:

http://www.theking.com.br/forum/showthread.php?t=5837&page=3
http://mjhideout.com/forum/labor-humanitaria-de-michael-jackson/107857-leslie-robinette-y-visita-de-michael-1973-a.html
http://michaeljacksoniloveyoumost.blogspot.com.br/2011/12/historia-de-leslie-robinette.html
http://www.mj-777.com/?p=7558
http://cartasparamichael.blogspot.com

sábado, 17 de julho de 2021

DESABAFO DE MICHAEL


Em uma entrevista para Randy Tanborrelli

As pessoas acreditam em qualquer coisa sobre mim. Não ligo mais. É isso que você quer ouvir? Então, tudo bem!

Por que simplesmente não dizer às pessoas que sou um alienígena de Marte? Diga a elas que como galinhas vivas e que faço danças de vudu à meia-noite. Elas vão acreditar em qualquer coisa que você disser, porque você é jornalista.

Mas se eu, Michael Jackson, disser: “Sou um Marciano, como galinhas vivas e faço vudu à meia-noite”, as pessoas comentariam: “Cara, não se pode acreditar numa só palavra que sai da boca dele”.
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Fontes: mjbeats.com.br * reidopop.com


sábado, 26 de junho de 2021

MICHAEL ESCRITOR


Em trecho extraído do livro de Poemas e Reflexões Dancing The Dream

‘‘Temos que mudar nosso mundo ferido. O caos, desespero, e a destruição estúpida que vemos hoje são o resultado do afastamento que as pessoas sentem de cada um e do seu ambiente.

Muitas vezes este distanciamento tem sua origem em uma infância emocionalmente carente. As crianças tiveram suas infâncias roubadas. A mente de uma criança precisa da nutrição de mistério, mágica, maravilha e excitação.

Quero que meu trabalho ajude as crianças a redescobrirem o que está escondido nelas".

Michael Jackson
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Fonte: mjbeats.com.br * reidopop.com

sábado, 29 de maio de 2021

DANCING THE DREAM


Por Michael Jackson

‘‘Temos que mudar nosso mundo ferido. O caos, desespero, e a destruição estúpida que vemos hoje são o resultado do afastamento que as pessoas sentem de cada um e do seu ambiente. Muitas vezes este distanciamento tem sua origem numa infância emocionalmente carente. As crianças tiveram suas infâncias roubadas.

A mente de uma criança precisa da nutrição de mistério, mágica, maravilha e excitação. Quero que meu trabalho ajude as crianças a redescobrirem o que está escondido nelas”. (Michael Jackson)
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Em trecho extraído do livro de Poemas e Reflexões Dancing The Dream
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Fonte: mjbeats.com.br * reidopop.com

sábado, 22 de maio de 2021

FÃS
ELES, LOUCOS POR MICHAEL
MICHAEL, LOUCO POR ELES

Por Conceição Vitor





Na verdade, não se ouve ou se vê Michael. Michael se sente! Não é algo que vem de fora para dentro - dos sons ou imagens-, é algo que vem de dentro para fora: literalmente de alma para alma, por que ser fã de Michael é algo tão surreal, tão diferente, tão inusitado e tão inexplicável! E é esse inexplicável sentimento que os faz mais que fãs, verdadeiros soldados. Ser fã de Michael é um estado de espírito. Ser soldado de Michael é uma missão. Aqui eu me incluo, e aqui não são conjecturas. É real.

Michael e seus fãs se escolheram reciprocamente, sabe-se lá em que paragens do universo. É um caso de amor explícito e com a solidez das raízes mais profundas de seculares carvalhos. É uma linda história de amor correspondido que transcende os limites que a razão pode alcançar... por isso, divino.

A empatia entre palco e plateia é tão densa e profunda que os acompanha à casa, ao trabalho, à escola, à vida com um todo. Michael não está só na parede dos quartos, ele dorme com os fãs. Sua voz não ecoa só dos alto-falantes do aparelho de som, ela ecoa das entranhas de cada um, como se fizesse parte de todos. É como se ele corresse em suas veias o tempo todo.

Não é idolatria, não é fanatismo; se olharmos sob o prisma dos cinco sentidos, mais se aproxima da obsessão; mas é muito mais profundo do que isso: é a relação transcendental dos discípulos com seu mestre. Gratificante, conflitante, desconcertante, inebriante... ficamos sem vocabulário para definir o que, talvez, seja por si só indefinível. Melhor sentir.

Fã de Michael lota estádios de qualquer tamanho e esgota qualquer quantidade de ingressos em poucas horas. E isso acontece há, pelo menos, 40 anos. Fã de Michael dorme na fila por um ingresso, pela corrida louca em busca de um lugar mais próximo ao palco. Dorme na porta do hotel por um simples abanar de mãos – e que mãos! -, ou aquele famoso bilhete escrito “I Love you”. Com sorte, um travesseiro que voa pela janela, ou uma toalha cheia de mensagens... ah, os balões coloridos que sobem com recadinhos e descem com a resposta amorosa. É a linguagem dos amantes, da Lenda que, a despeito da sua grandeza, tem tempo para namorar seus amados.

Fã de Michael esgota nas lojas qualquer coisa que lhe diga respeito. Consome com a mesma euforia o CD de inéditas e a coletânea de músicas que ele já tem aos montes. Aquele DVD relançado, agora com uma apresentação ao vivo, parece sempre tão novo, tão inédito! Michael vende qualquer coisa que fizer porque fã de Michael compra qualquer coisa que ele faça.

Fã de Michael de antigamente não deixava sobrar uma só revista nas bancas ou um só jornal falando de Michael. Fã de Michael de atualmente passa madrugadas inteiras na internet, lendo Michael, vendo Michael, ouvindo Michael, pesquisando Michael, estudando Michael.

Fã de Michael banca seu amor, mesmo quando tudo parece contra. Ele ama, então confia. Ele vai para a porta dos tribunais exigir justiça e dar apoio, ele enfrenta a imprensa maldita e os debochadores, ele abre o peito explicitamente em praça pública na defesa de quem ama e, internamente, conhece. Como conhece sem qualquer contato próximo – muitos nunca sequer o viram ao vivo, muito menos de perto? Coisas de alma para alma, inconcebível e inexplicável ao nível dos sentidos lógicos.

A Corte de Santa Maria, Califórnia, viu-se enfeitada de bandeiras de todos os países do mundo, pelo menos durante os vários meses de audiências do processo contra Jackson. Tremulavam ao relento: a Austrália, França, Itália, Dinamarca, Canadá, Irlanda, Hong Kong, México, Twain, Rússia, Alemanha, Finlândia, Reino Unido, Hungria, Espanha, Holanda, Áustria, Ucrânia, África do Sul, Bélgica, Japão e, óbvio, os mais diversos distritos dos Estados Unidos. Algo jamais visto, jamais testemunhado pelas autoridades norte-americanas.

Em 4 de abril de 2005, a pouco mais de dois meses do julgamento final, cerca de 200 fãs saíram em passeata, a partir do Radisson Hotel, e acamparam em frente à Corte, em uma vigília melodiosa e dançante por Jackson. Todos usavam braçadeiras douradas no braço, iguais às que Michael usava. Na madrugada, receberam uma ligação telefônica de Neverland, pelo celular de Raymone Bain. Era Michael, para lhes dizer: “Deus e a verdade estão ao nosso lado. Nós sairemos vitoriosos. Vocês entendem que eu não pude estar aí com vocês hoje... Eu desejaria muito estar, eu sei que vocês vieram de vários lugares do mundo e eu estou muito honrado com isso. Eu amo vocês e espero estar o mais breve possível com vocês. Continuem dançando. Eu amo muito vocês”. O que Jackson ouviu de volta foi um sonoro coro de “Nós te amamos, Michael!”.

“Você é um templo... e eu sou seu devoto” (Kenny Ortega-2009) ... Devoção; taí, talvez seja essa a palavra mágica para definir esse caso de amor tanto quanto mágico. E magia e encantamento têm tudo a ver com Michael Jackson.

O amor é tamanho que faltam as palavras... “I love you” daqui, “Love you more” de lá, “Love you most” de ambas as partes... Mas restam os gestos, os olhos marejados de emoção, o olhar encantador e encantado dos amantes. Michael e fãs são um só. Ele sempre sabe o que eles sentem, o que querem, o que esperam... Eles sempre sabem o que o satisfaz, o que o alimenta, o que o faz tornar-se uma lenda viva sobre os palcos da vida. Ele se entrega, eles o acolhem: é a simbiose perfeita do humano e do divino.

Michael comentou com o rabino Boteach: “Eu acho que o meu sucesso e minha fama, que eu quis, quis isso para ser amado. Eu queria que as pessoas me amassem, que me amassem de verdade, e eu realmente me sentia amado. Eu sabia que tinha uma habilidade. Talvez, se eu refinasse mais a minha arte, as pessoas me amassem mais. Eu só queria ser amado porque eu acho importante ser amado e dizer às pessoas que você as ama; olhar nos olhos delas e dizer isso” (BOTEACH – 2009).

E conseguiu ser amado da forma que desejava, porque quem planta amor, colhe amor. Michael só colheu de seus fãs o que plantou no coração deles: amor incondicional.

Junto com Michael, fãs foram ao êxtase e ao inferno, experimentaram a magia divina dos palcos, o inferno da mídia criminosa e a maratona dos tribunais. Fãs de Wacko são wackos: nenhuma crítica perversa, nenhuma peja, nenhum deboche, nenhuma acusação descabida arrefeceu o fogo do amor dos amantes. Se ser fã de Michael é ser louco, então são loucos com orgulho e com prazer. Eles sabem que amam e ele sabe que é amado, sabe que pode confiar nesse amor, sabe que pode contar com esse amor. Aconteça o que acontecer, quando acontecer, onde acontecer e como acontecer, eles sempre estarão lá por ele; fiéis escudeiros.

Fãs de Michael acampam nos portões de Neverland, nos portões de Encino, nos portões de onde quer que ele esteja. Que importam o frio ou a chuva? Que importa o cansaço do atribulado dia ou da viagem desgastante? Afinal, uma hora ele aparece para um aceno de mão ou um rápido bate-papo. Fãs de Michael atravessam a madrugada nos fóruns e nos chats de suas comunidades de relacionamento, à cata de notícias ou, com muita sorte, uma troca de gentilezas com o próprio ídolo. Verdadeiramente, ele se importa com eles.

Tem fã de 70, 60, de 50, de 40, de 30, de 20, de 15, de 10, de 5 anos de idade, porque Michael é atemporal. Sua arte não se encerra em uma época, antes de tudo, transcende a todas as épocas e rasga todas as fronteiras. E lá estão fãs nos cinco continentes do Planeta.

Fãs de Michael têm histórias para contar porque Michael desce do palco até eles, se mistura com eles, e a Lenda, de tão perto, se transforma em realidade.

Um caso de amor correspondido; isso sempre ficou claro na carreira de Jackson, porque Jackson tem gratidão. Em todas as suas falas, em todos os seus gestos, em todas as atitudes, um sentimento sincero de troca, de recompensa, de absoluto reconhecimento. Foi o artista que mais teve, no mundo, contato direto com seu público. Era uma empatia completa e recíproca. Michael respondia cartas, e-mails, mandava fax e telefonava para fã-clubes, comparecia a festas de fãs, teclava chats de suas comunidades na Internet para conversar com fãs do mundo inteiro, e bendisse o advento da informatização que lhe permitiu um contato mais próximo com uma parcela significativa de seus amados. Pessoalmente, se deixava ser tocado, abraçado, beijado; isso quando ele próprio não tomava a iniciativa e beijava fãs, às vezes, até mesmo nos lábios.

Jamais negou um autógrafo, jamais uma atitude grosseira, jamais uma resposta desrespeitosa. Se a distância era grande, um aceno de mãos ou um beijo jogado na ponta dos dedos; muitas vezes, bilhetinhos que voavam pelas janelas dos hotéis. Se próximo, um demorado aperto de mão, um abraço carinhoso, um beijo cálido ou um rápido selinho..., mas jamais o silêncio e a indiferença. “Para contratar seguranças, eu tenho que ter certeza de que são legais. Eles têm que ser cavalheiros. E todos eles sabem: se uma criança se aproximar, que não a afaste. Se uma criança se aproxima para pedir autógrafos, você estende o tapete vermelho em cortesia para ela. Todos eles sabem disso”.

No conforto de sua suíte nos hotéis, Michael dormia ao som do murmúrio de centenas de fãs acampados nas cercanias. Eles, de olhos grudados nas janelas do seu andar; ele, se emocionando com as vibrações de amor que lhe chegavam lá de fora. Frio, calor, chuva ou estrelas: nada os tirava de lá. Compadecido, Jackson pedia aos seus seguranças que comprassem centenas de pizzas e distribuíssem entre eles, para que, pelo menos, pudessem se alimentar.

Antes de dormir, um último aceno de mãos, o cartaz “I love you” mostrado pela janela... e o silêncio. O Rei repousa, os súditos velam. A madrugada se vai dando lugar ao sol, e eles ainda estão lá, com os olhos pregados na janela e as mãos amparando o coração. Mas não há nada que segure o grito quando uma fresta se abre e lá está ele... de pijamas para ficar mais íntimo, o cabelo em desalinho, o rosto desprovido de maquiagem: ali é o doce menino de Gary que se apresenta. Eles vão à loucura: tão simples e encantador... um Rei plebeu! “Eu amo meus fãs. Quero dizer, eu realmente amo e se eu pudesse responder a cada um deles eu faria. Eu assisto shows de outras celebridades na televisão e vejo como eles ficam tão loucos por fãs querendo falar ‘oi’ ou conseguir um autógrafo. Eles me fizeram! Então, eu posso dar-lhes dois minutos do meu tempo e um amistoso “Olá”, é bem a recompensa. Eu vivi a minha vida pelos fãs e eu vou morrer pelos fãs”. (entrevista ao apresentador americano Chuck Dakota – verão de 2008).

Caminhar entre eles é difícil, quase impossível, ainda mais quando nunca se nega um autógrafo. Ele pára a cada mão esticada com um caderninho ou um roto pedaço de papel. Michael... Michael... Michael... é a palavra mágica que ecoa de todas as direções, enquanto ele caminha. E o olhar responde a cada chamada, onde a voz não alcança; não são necessárias palavras.

Nas palavras de sua irmã La Toya, recordando os tempos jovens em entrevista à Louise Ganon, "As pessoas não percebem que Michael tinha um sentido de humor incrível. Ele adorava me chamar para sair com ele e ver seus fãs. Gostava de brincar de gato e rato com eles. Isso faz tempo, mas Michael sempre amou os fãs virem às centenas. Ele os amava. Ele os amava a persegui-lo pela cidade. Para ele, era divertido”.

Quando Oprah Winfrey entrevistou Michael, em 1992 e lhe perguntou como se sentia estando de pé, em frente a um mar de pessoas, gritando seu nome, ele respondeu: “Amo! Você sente muito amor, e me sinto abençoado e honrado em ser um instrumento da natureza que foi escolhido para lhes dar isso. Sinto-me honrado e feliz com tudo isso. [...] Eu amo o que faço, amo as pessoas que amam o que faço e amo ser amado. Eu apenas quero ser amado em qualquer lugar que eu vá, por todo o redor do mundo, porque eu amo as pessoas de todas as raças de coração, com verdadeiro afeto”.

Feridas profundas marcaram Michael em sua caminhada. Tristezas, solidão, a carência do amor paterno, a infância que nunca aconteceu... e só havia duas coisas que lhe eram bálsamos: os fãs e as crianças. Ele bebia nessas fontes de amor puro, incondicional e desinteressado, amor que cura, que regenera e que restabelece a luz, para seguir em frente e enfrentar a próxima batalha. Eles lhe davam sustentação espiritual e, mesmo sangrando, ele seguia em frente na sua missão. “Eu acho que a música e a dança me ajudaram muito, foi como terapia. Ser capaz de expressar seus sentimentos através de canções e suas emoções no palco, e ter todo esse amor milhares de vezes de volta dos fãs... Quero dizer, honestamente, que quando alguém vem até você e diz: ‘eu te amo tanto!’, isso faz meu coração se sentir tão bem! Eu nunca fico cansado disso”. (BOTEACH – 2009).

E Boteach questionou Michael sobre como ele se sentia quando um fã fanático levava a coisa longe demais: “Eu apenas amo isso. Eu apenas amo meus fãs. Eu amo cada pedacinho deles e o que faz meu coração feliz é quando eles apoiam as minhas crenças sobre família e crianças. Eles têm pôsteres de crianças e bebês, e eles estão comigo, eles entendem, sabe? Eles entendem o que eu digo”. E se os fãs o amavam porque ele sabia cantar e dançar, ou tinham um amor incondicional: “Eu acho que depois que descobrem quem eu sou e como eu os vejo, e como os faço se sentirem bem, eles me amam incondicionalmente. Eu sei que amam... Eu sinto isso, eu vejo isso. É inacreditável, é como uma experiência religiosa. Eles dormem nas ruas, seguram velas e ficam lá com suas famílias... é lindo! Eu amo ver as crianças chegando, isso me faz tão feliz!” E por que os fãs de Michael Jackson são tão fanáticos, tão duráveis: “Foi-me dado o dom por Deus e eu não tenho sido o tipo de artista ‘hoje aqui, amanhã se foi’, e isso permite que as pessoas, o público cresça comigo. Quando crescem comigo, é mais um contato emocional e eles se sentem ligados a mim como se eu fosse um irmão. Eu tenho pessoas que vêm até mim e dizem ‘Michael’!, e começam a conversar, me agarrando como se eu fosse um irmão. E eu ajo como se fosse mesmo, sabe? Você deixa a coisa ir. Eles realmente sentem que você pertence a eles. A minha vida toda eu os tenho conhecido e tenho que deixar a coisa seguir. Por que eu estou nas paredes deles, eles me ouvem pela manhã, e há fotos em todos os lugares. É como um templo e alguns religiosos dizem que é idolatria, mas eu não acredito que seja.”

Transformado em celebridade, em ícone mundial, os desavisados escandalizam-se e enternecem-se ao encontrá-lo comum, simples e caloroso de fazer chorar. “Mas como? Eu não sabia que você era assim tão legal!”. E a magia acontece. Impressionados, desconhecidos se tornam admiradores, admiradores se tornam fãs e fãs se tornam irmãos.

É o amor fazendo escola: “Nada bate a gentileza e o amor, eu acho. Simples assim!” – diz ele convicto. É Michael, simples assim! A sua grandeza está na sua simplicidade, que é emocionantemente assustadora. Amar você é tão simples e fácil que, por defesa e medo dos sentimentos, alguns preferem odiá-lo. O mundo inconsciente tem medo da sabedoria, da simplicidade, do afeto universal. Rechaçam, repelem e tentam destruir.

E o Rei plebeu tenta entender e definir seus súditos: “Há dois tipos de fãs. Os que dizem ‘oh, meu Deus! Oh, meu Deus!’ e desmaiam. E há o outro tipo que diz ‘oi!’ e eu respondo ‘oi, prazer em conhecê-lo! Qual é o seu nome?’ Eles dizem o nome e começam a chorar”. Emocionados, eles se vão, amando Michael mais do que quando chegaram. Depois dali, ele os tem para sempre.

Mas houve momentos em que o gentil e doce Michael encontrou uma multidão pela frente e nunca foi fácil administrar isso. Maduro e sereno, simplesmente entendia e atendia, mas, ainda criança, ficava apavorado. Apaixonados e enlouquecidos de felicidade, fãs transformavam-se em uma turba incontrolável. No afã de tocar o ídolo exposto, eles agarravam, puxavam as roupas, arrancavam relógios, puxavam os cabelos, quebravam objetos e vitrines, se o encontravam em uma loja. Não foram poucas as vezes em que Michael caía e ganhava cicatrizes.

Eles não percebem que podem te machucar por amor – justifica Jackson – As intenções são boas, mas posso afirmar que machuca ser cercado assim. Você sente como se fosse ser sufocado ou decepado. Tem mil mãos te agarrando [...] ainda tenho cicatrizes e me lembro em que cidade arranjei cada uma delas. Mais prá frente, aprendi a correr e proteger os olhos durante um confronto emocional desse tipo. Eu sei que os fãs têm boas intenções e eu os amo por seus entusiasmos e apoio, mas cenas de tumulto dão medo. (JACKSON-1988).

“Eu não gosto de quebrar corações," ele disse solenemente e tímido, arrumando seu corpo no sofá. "Eu não conheço essas pessoas e, Deus, é uma coisa estranha. "Isso, eu acho, é a parte estranha do show business. Você retrata uma imagem. E estas pessoas conhecem você há tanto tempo, comprando seus discos! Você está nas paredes delas. Elas acordam vendo você. Elas acordam pensando em você. Você está totalmente na mente delas. E quando elas conhecem você pessoalmente, sentem como se já o conhecesse há um longo tempo. Mas eu não as conheço. Sabe, esta é a parte dolorosa do show business - quebrar corações. Você sabe o que isso faz a elas? Deus, algumas delas chegam ao ponto de cometer suicídio porque levam tão a sério! Isto é o que eu não sei como lidar.” [...] Pela plateia feminina jovem, ele teme em especial. Sobre elas, ele diz: "Você tem de ser cuidadoso porque, às vezes, o amor pode reverter contra você. Elas sentem que não podem te ter e chegam ao ponto de planejar e fazer coisas terríveis para te machucar. Esse é o porquê é tão importante ser gentil, mas, sinceramente gentil." (Johnson - 1979)

Mas a maturidade o fez compreender o fenômeno e entender que o seu trabalho proporcionava tanta alegria, tanto escapismo das mazelas da vida que ele se sentia feliz, mesmo em meio àquela confusão.

A momentos de real perigo somam-se momentos de grande emoção e compensação de tudo que doeu. Michael se lembra de estar numa varanda de hotel com vista para uma grande área, um parque, onde havia muitas pessoas. De repente, alguém o reconheceu e gritou seu nome. Logo em seguida, centenas de pessoas começaram a gritar “Michael! Michael!” e parecia um coro. Um coro que aumentava, aumentava, até que Michael acenou para eles e a gritaria foi geral. “Ah, isso é tão lindo! Todo o trabalho que depositei em Thriller, meus prantos e crenças em meus sonhos e trabalhar nas canções quase dormindo ao lado do microfone de tanto cansaço, tudo era recompensado por essa adoração”.

Essa mesma paixão fez homens e mulheres se juntarem em um coro uníssono, que não conhece nem machismos nem feminismos. São apenas humanos. Ao longo dos anos, Michael podia ouvir o grito “eu te amo” de bocas femininas e masculinas com a mesma intensidade, e não eram somente as garotas que o perseguiam por quilômetros até conseguir um autógrafo ou um abraço. Mas Jackson só admite uma diferença: “Elas são mais leais. As mulheres têm sido mais leais comigo. São ativistas. Elas brigam com você por minha causa!” No comentário de David Nordahl[1] fica claro que Michael sempre teve consciência das especificidades das fãs mulheres: “Ele costumava dizer que poderia enganar a todos com seus disfarces, exceto as mulheres. Elas sempre reconhecem o seu caminhar”.

Acertou, Michael, brigam mesmo! Brigam por você e com você por um mundo melhor e mais humano. Elas vestem a camisa mesmo, sem medo, sem sentir vergonha... elas acreditam, elas enfrentam, elas investem e fazem acontecer. As portas da Corte de Santa Maria foi palco da maior demonstração desse “vestir a camisa e confiar, mesmo que tudo pareça contra”. Elas se entregam, eles também... todos por um único amor: Michael Jackson. Ele fala, eles repetem. Ele bate os pés no chão, eles o imitam... mais parece um terremoto. “Ah! É uma sensação maravilhosa fazer isso com as pessoas – estádios lotados – e todos fazendo o que você faz. É a maior sensação do mundo. Você olha para o público e vê crianças e adolescentes, e avós, e pessoas com vinte ou trinta anos. Todos estão com as mãos levantadas e cantando. Você pede para as luzes da casa iluminarem para ver o rosto deles e diz ‘deem as mãos’ e eles fazem, ou então ‘de pé’ ou ‘batam palmas’ e eles fazem. Estão se divertindo e farão o que você pedir. Eles adoram e é tão bonito – todas as raças juntas fazendo isso. Nessas horas eu falo ‘olhem a sua volta, olhem vocês, olhem! Olhem o que vocês fizeram’. Ah, é tão lindo! Muito forte, momentos maravilhosos.” (JACKSON-1988).

Mas Michael também briga por eles. Bob Jones[2] conta que o astro demitiu de sua equipe todas as pessoas que de alguma forma tentaram tirar vantagem dos fãs. Ele não tolerava qualquer abuso.

Encontrar Michael no palco é extremante emocionante, mas é normal, é previsível. Há gritos, há choros, há desmaios... tudo normal. Anormal é vê-lo na sua frente, sem luzes e brilhos, totalmente comum. Isso choca, paralisa, quase desespera. Durante a turnê Victory, Michael conta que teve sua primeira chance de se expor aos fãs. Ele queria proximidade, mas testemunhou reações estranhas dos seus amados-amantes. Andando pelos corredores, as pessoas ficavam estupefatas: “Não, não pode ser ele. Ele não viria aqui”! E Michael pensava intrigado “Por que não? Eu estou no planeta, em algum lugar; por que não aqui?”. Percebeu que algumas pessoas o veem como uma ilusão, alguém que não existe no mundo real, uma espécie de aparição miraculosa, como se não fosse um ser humano igual aos demais. “Eles perdem a noção de que você é que nem eles porque estão muito empolgados. Mas eu compreendo porque eu sentia a mesma coisa, por exemplo, quando conheci Walt Disney ou Charles Chaplin”.

Brasil. E os fãs brasileiros? Três vezes no Brasil, a primeira ainda tão menino. Turnê solo, somente a Dangerous esteve aqui e somente São Paulo a viu. O incidente doloroso com um garoto atropelado por um carro da sua segurança (porque não houve segurança suficiente no local) deixou Michael tão chateado que só saiu do hotel para visitar o garoto no hospital e fazer os shows. Na madrugada, longe da multidão, ele foi ao Play Center com as crianças que o acompanhavam na turnê. Mas Michael se esbaldou no Brasil quando veio gravar o curta metragem They don’t care about us, em 1996. Subiu o Morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, com a disposição de um garoto e a gentileza de um lord. Sentiu-se em casa caminhando a pé pelo Pelourinho, em Salvador; queria ver os fãs de perto. Viu e sentiu a vibração do amor. Ao som do Olodum, misturou-se a eles, abraçou, deu autógrafos, dançou, brincou e deu muitas gargalhadas, encantando a todos. A batida do reggae entrou no sangue e ele se entregou de corpo e alma... nunca pareceu tão leve e feliz. Apaixonou-se: “É maravilhoso, as pessoas são tão doces, e eles ficaram tão felizes em me ver. Sabe, eles estavam tomados por uma euforia, e eu estava feliz por estar lá por eles. Eu queria poder fazer mais... me sinto mal por não fazer o suficiente, realmente me sinto”.

Em entrevista ao apresentador americano Larry King, Miko Brando, filho de Marlon Brando e amigo de Jackson define bem essa relação de loucura recíproca: “Ele amava seus fãs. Eu tenho convivido com um monte de grandes astros do cinema, mas os fãs de Michael são mais do que fãs. Ele sabia que os fãs tinham feito ele. [...] Todo lugar aonde ele ia, os fãs estavam lá. Ele me dizia que os fãs sempre sabiam o que ele estava fazendo. Eu não acho que alguém tenha tido fãs como os dele.”
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[1] David Nordahl, grande pintor americano, nascido em 1941, que trabalhou com Jackson de 1988 a 2005.

[2] BOB JONES, vice-presidente da MJJ Productions

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domingo, 28 de março de 2021

“Uma energia sem fim, de tirar o fôlego”


MICHAEL by Carol Andrade 
(Escritora)

Quem não se orgulha de ter um amigo do amigo que acompanhou as gravações e contou algumas curiosidades? Uma delas, por exemplo, é que no alto do Pelô, imensos tecidos brancos cobriam todos os locais por onde passaria o astro, para filtrar os raios solares e preservar a pele, já muito sensível.

Vestido com uma icônica camiseta do Olodum, Michael Jackson não parou. Uma energia sem fim, de tirar o fôlego. Ao redor, fãs enlouquecidos gritavam desesperados. Entre o preto, vermelho, amarelo e verde dos tambores, das roupas, dos enfeites no cabelo, Salvador aparece mais suingada do que nunca, sob a voz de um dos [maiores] fenômenos pop de todos os tempos.


O Olodum ainda deu um tom diferente ao ritmo, entre o samba-reggae, o axé e o hip hop, que destacou a música de forma bem particular do resto da obra do artista".
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Fonte: mjbeats.com.br * reidopop.com



sábado, 6 de fevereiro de 2021

“se cortássemos a sua fama ao meio, ele ainda seria 8 vezes mais famoso DO que a segunda pessoa mais famosa DO MUNDO”


Por Sonam Sharma

O Rei do Pop, Michael Jackson, tem mais de 4,8 bilhões de fãs. E isso foi confirmado pelo [jornal] The Guardian, CNN e BBC, entre outros. Segundo The Guardian, Michael Jackson é tão famoso que, se cortássemos a sua fama ao meio, ele ainda seria 8 vezes mais famoso que a segunda pessoa mais famosa.

Para o New York Times, o nível que Michael Jackson alcançou nunca será possível novamente.

Em 2014, um cineasta francês foi para uma tribo remota na Amazônia, que estavam privados de faculdades básicas. E estavam tão atrasados ​​que não tinham absolutamente nenhuma ideia do que está acontecendo em nosso mundo hoje. Mas uma coisa que todos conheciam é Michael Jackson.

Isso não é de todo surpreendente. Porque a música de MJ chegou a todos os cantos do mundo. Ele é amado globalmente pelos ricos e pobres, por pessoas de todas as raças, culturas e etnias.

Michael Jackson é um internacionalista, um fenômeno global. Sua música é atemporal e tocou pessoas das áreas mais remotas às mais ocupadas dos [centros] metropolitanos, ao contrário dos Beatles, que só são conhecidos na América.

Os Beatles e Elvis Presley são populares apenas na América e na Europa, enquanto a influência de Michael Jackson transcendeu as normas culturais e limites geográficos.

Para o editor do Huffpost, Joseph Vogel, "Se os Beatles são mais famosos que Jesus'', então Michael Jackson ''teve toda a batida da Santa Trindade".

Para a Rolling Stone, Michael Jackson é a "Maior estrela do Universo da Cultura Pop". E inspirou todos os outros artistas que vieram depois dele.

Na China, Michael Jackson é "Uma das 20 Celebridades Estrangeiras Mais Amadas". Na Índia, 21% dos downloads de músicas estão no nome de Michael Jackson. Segundo a pesquisa da Discovery Channel, Michael Jackson é o "Um dos 100 Maiores Americanos de Todos os Tempos". Os Beatles "superestimados" nem estavam na lista.

Para The Atlantic, Michael Jackson é o "Artista mais influente do século 20". Mais influente que Picasso ou Elvis.

Então, sim, Michael Jackson, sem dúvida, tem o maior “fandom” do mundo, com mais de 4,8 bilhões de fãs.
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Fonte: reidopop.com * mjbeats.com.br




sábado, 23 de janeiro de 2021

“o investimento mais caro
na História dos EUA contra um indivíduo”


MICAHEL by DAVID La Chapelle

(premiado fotógrafo estadunidense, em entrevista de 2018 para Andreas Bluhm, diretor do Groninger Museum)

É incrível como alguém tão famoso, mundialmente famoso - provavelmente a pessoa mais famosa do mundo no topo de sua carreira, tenha sido transformado nesse monstro e isso não era verdade.

Tudo que você tem a fazer é ler as transcrições sobre como ele foi considerado inocente no julgamento ... o investimento mais caro na História dos EUA contra um indivíduo. Nã
o foi contra um terrorista - foi contra Michael Jackson; os EUA contra Michael Jackson.

Os EUA gastaram mais de 80 MILHÕES de dólares para encontrar algo que ele teria feito, e eles não conseguiram encontrar nada".
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Fontes: mjbeats.com.br * reidopop.com




sábado, 16 de janeiro de 2021

“Um dos homens mais doces
que você desejaria conhecer”


Michael by Brad Sundberg (2)
Profissional em sistemas de som


Todo mundo adorava Bill Bray. Ele costumava chamar Michael de "Joker" [brincalhão].

─ "Você sabe o que Joker fez?" Bill me perguntava.  ─ "Ele jogou meus sapatos pela janela!"

Em seguida, ele ria com sua bela voz grave. Um dos homens mais doces que você desejaria conhecer.

No centro de tudo estava Michael. O extremamente talentoso, doce, engraçado, cara humilde, que eu tive a sorte de ter uma relação de trabalho permanente por quase duas décadas".
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Fontes: mjbeats.com.br
* reidopop.com





sábado, 9 de janeiro de 2021

MICHAEL ERA UMA PESSOA
PROFUNDAMENTE BONDOSA"


MICHAEL by David Nordahl (5)
Artista plástico e amigo pessoal de Michael Jackson

O artista David Nordahl, amigo de Michael Jackson há mais de 20 anos, e cujo trabalho foi encomendado para o Rancho Neverland, compartilhou mais algumas lembranças do inocente Michael Jackson:
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Michael Jackson era uma pessoa bondosa. Profundamente bondosa. Michael investiu um terço de bilhão de dólares ajudando crianças, pagando por cirurgias, construindo alas hospitalares para orfanatos, uma ala para vítimas de queimaduras, e assim adiante e adiante.

Sobre as coisas boas que ele fazia, ele nunca falava a respeito. Michael sempre pensou que se você fizesse um ato de caridade e então falasse sobre isso ou se gabasse disso ou algo assim, tudo o que você está tentando fazer, perderia o seu valor. Então, ele nunca falava sobre essas coisas.

Ele falava em cuidar de crianças doentes em todas as conversas que já tivemos. Ele cuidou de crianças doentes em todo o mundo. Ele pagou por um fígado para Bela Farkas; o custo era 125.000 dólares e quando eles descobriram que era para Lisa Marie Presley e Michael Jackson que decidiram dividir o custo, o preço saltou para um quarto de milhão. Bela teve seu fígado.

Tela de David Nordahl, em Neverland

Eu não fiz apenas pinturas para Michael. Ele me pediu para fazer esboços para passeios que ele inventou em Neverland e desenhos para criar condomínios que ele planejava construir para crianças gravemente doentes e suas famílias. Ele sabia que as crianças criticamente doentes se curam melhor em um ambiente de esperança e pensamentos positivos, risos e magia. Sala escura e silenciosa favorece a depressão dos doentes, e a alegria não; de acordo com Michael a alegria curava.

Michael sabia, eu mesmo sabia, sem nenhuma dúvida, que o seu destino pessoal era para curar crianças. Era sua vocação. Michael amava crianças, ele viveu para as crianças. Elas eram a coisa mais importante em sua vida, na verdade, elas eram a sua razão de viver. Todos os trabalhos de Michael foram dedicados às crianças, para as crianças do mundo todo ou para a criança em todos nós.
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Fontes: mjbeats.com.br
* reidopop.com