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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

“MICHAEL JACKSON,
O MENSAGEIRO FERIDO”


By Matt Semino

Matt Semino é advogado e colunista de New York, graduado pela Faculdade de Direito de Columbia/EUA – Cornell University.
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Michael Jackson era um mensageiro com uma mensagem espiritual – faça a mudança, torne o mundo um lugar melhor. “This is It”, o filme sobre seu show de retorno planejado, apresenta Michael vivendo sua missão, não só no que ele está dizendo, mas no que ele está sendo. Dispõe de um homem cujo talento era muito forte para ele conter e grande demais para esconder, alguém que estava à frente do seu tempo e nada, senão incompreendido.

Através de seu corpo prolífico de trabalho, iniciativas de advocacia e vários milhões de dólares em esforços humanitários, Michael Jackson chamou a atenção internacional e suporte para alguns dos problemas mais complexos e atemporais que confrontam a condição humana.

AIDS, câncer, fome, pobreza, violência de gangues, racismo, totalitarismo, degradação ambiental, abuso de crianças, violações dos direitos dos animais, restrições à liberdade de expressão e outras infrações sobre liberdades civis básicas são apenas alguns dos temas difíceis que Jackson abordou ao alavancar o poder de sua celebridade.

A compreensão intuitiva de Michael Jackson sobre os problemas que afligem o sistema ecológico humano era atípica para qualquer artista perto de sua magnitude. Muitos ficaram tão deslumbrados com o carisma magistral de Jackson e a controvérsia consistente em torno de sua vida e morte que seria fácil não reconhecer os temas sociais e políticos fundamentais consagrados em suas músicas, vídeos e entrevistas públicas.

A atração emocional intensa, as mensagens e sentimentos que reverberam através das letras e, às vezes, as imagens perturbadoras nos vídeos de canções como They Don’t Care About Us, Heal The World, Earth Song e Man In The Mirror são angustiantes. Uma análise mais aprofundada do trabalho de Michael Jackson revela um indivíduo com uma preocupação ardente para melhorar a vida dos mais desfavorecidos e perseguidos em todo o mundo.

A paixão e entusiasmo com os quais Jackson escava as mãos no solo e agarra as árvores em seu vídeo Earth Song, uma peça de ópera, onde ele aborda o meio-ambiente e bem-estar dos animais, é um reflexo de um líder humanitário que se preocupa profundamente sobre as questões que desafiam.

Eventos globais, nas semanas que cercaram a morte de Jackson, espelham diretamente os problemas complexos para os quais ele tentou sensibilizar, a nível internacional.

No Irã, e diante dos olhos do mundo, manifestações civis foram esmagadas e vítimas inocentes, como o jovem Neda Agha-Soltan, foram brutalmente assassinadas por instrumentos de um estado totalitário. Em Washington D.C, a supremacia branca, motivada pelo ódio puro, tentou uma matança no museu Memorial do Holocausto, nos EUA, matando um guarda afro-americano em sua fúria. Na Coreia do Norte, as jornalistas americanas Laura Ling e Euna Lee foram injustamente condenadas a 12 anos de trabalhos forçados para servirem meramente como moeda de troca internacional para um ditador do mal.

Michael Jackson falou bem alto contra estas formas de racismo e repressão, e tentou incendiar a nossa paixão para que impeçamos a continuação de tais abusos, negligência e discriminação. Como nós estamos respondendo a essa mensagem, quando ela é ainda mais crucial para que seja absorvida na mente do público? Não somente os gritos de despertar de Michael Jackson continuam a ser ignorados, mas a sua reputação continua a ser manchada.

Muitos podem se perguntar por que essa figura controversa – um homem que tem sido alvo de intensas críticas e reação pública – deva receber tal gravidade na elaboração do discurso público sobre os tópicos mais importantes. Às vezes, é preciso uma pessoa, e não apenas um líder político ou espiritual, que se destaque simbolicamente a partir do resto da sociedade para fazer com que a sociedade reflita sobre os princípios que ela segue e os valores que abraça.


Jackson, ao longo de sua vida e na sua morte, foi ridicularizado e reverenciado, vilipendiado e alardeado. Em muitos aspectos, sua história representa os agudos mais altos e mais baixos possíveis que a vida pode apresentar a um ser humano.

O enorme talento de Michael Jackson, o sucesso, a riqueza e a adoração pública estavam em desacordo com a sua extrema solidão, medo, dependência e destruição da reputação pela opinião pública. No final, Michael Jackson era muito mais do que um artista. Suas contribuições para o campo do entretenimento são, sem dúvida, profundas. No entanto, é o seu amplo impacto cultural que transcende verdadeiramente as barreiras econômicas, sociais, políticas, raciais, religiosas e geracionais.

Jackson deixou de ser somente um performer mágico para se tornar um humanitário de importância história. Ele era um mensageiro moderno, um contador de histórias, um visionário que elevou o nível de consciência dos cidadãos através das fronteiras nacionais. Este nível de contribuição é o que se exigiria daqueles que são abençoados com dons naturais, poder e riqueza.

Não deveríamos, então, aceitar e apoiar as pessoas que estão destinadas para esta missão de vida, em vez de ridicularizá-las? À medida que a história avança e os símbolos do trabalho de Jackson são analisados em conjunto com o desenvolver dos acontecimentos humanos, a relevância cultural importante de sua pessoa será descoberta. Como um pedaço de literatura grega clássica que incorpora temas intemporais de luta e sofrimento humano, o corpo de trabalho de Michael Jackson virá a ocupar um lugar semelhante no panteão cultural da modernidade.

Por que, então, foi necessário matar o mensageiro? Ao refletirmos sobre a vida de Michael Jackson, e agora sobre a morte, é difícil não nos sentirmos tristes pelo homem e vê-lo sob uma luz trágica. Com todo o seu poder, riqueza e fama, ele agora está diante de nós como um pássaro esmagado depois de ser bombardeado várias vezes por muitas pedras. Abatido, Jackson continuou a se isolar, com medo do que o mundo com o qual ele se importava tão profundamente em mudar para melhor, estivesse jogando contra ele.


Michael Jackson foi um Sísifo moderno, o homem da lenda condenado a empurra repetidamente uma rocha acima de uma montanha só para vê-la rolar para baixo. Infelizmente, porém, o nosso Sísifo entrou em colapso sob o peso de sua luta.

Michael Jackson foi inflado para a posição de uma divindade Pop, uma figura mítica, apenas para ser crucificado e apedrejado pelos deuses da mídia que criaram o seu sucesso. Suas excentricidades saíam do comportamento padrão socialmente aceitáveis, mas seriam elas necessariamente ilegais ou erradas? Não.

A maior parte das ações de Michael Jackson era pouco convencional, mas, ao mesmo tempo, não eram a grandeza de sua celebridade e situação global além de qualquer coisa que a cultura moderna já testemunhou? Sua grandeza, sua excentricidade: uma influenciava a outra.

É inegável que a imensa fama e riqueza lhe permitiram se afastar da sociedade e observar o mundo a partir de um ponto de vista privilegiado. Às vezes, porém, é necessária esta posição privilegiada e isolada para ser capaz de fazer as observações sociais menos poluídas e, finalmente, produzir o comentário social mais eficaz, através da arte.

Ao longo da história, o trabalho e as vidas de vários artistas têm sido ridicularizados e desprezados pelo público durante o seu auge, apenas para serem colocados postumamente no cânone dos grandes. É, sem dúvida, o que irá acontecer com Michael Jackson, no devido tempo, angariar esse mesmo nível de aclamação da crítica como um artista e, mais importante, como um humanitário.
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Trechos selecionados do texto “Celebrity Scales: Michael Jackson, the wounded Messenger: Star – Studed Legal Commentary for the Celebrity Obsessed”, escrito por Matt Semino e publicado em 18/07/2009.

Fontes: http://www.mijancommunity.com
- http://http://cartasparamichael.blogspot.com


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

"MICHAEL FOI MEU FOCO
DE INSPIRAÇÃO HUMANA"


MICHAEL by GIUSEPPE MAZZOLA

Desenhista e fotógrafo e ilustrador, nascido em Palermo, em 1981, em entrevista à Revista Invincible, edição n.º 10, Out/16 [alguns trechos selecionados].
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Michael foi o foco de inspiração humana. Quando era criança, eu queria ser ele: o salvador do mundo das ideias, através de qualquer coisa emocionante e colorida como a sua música. Nunca fui fanático, mas eu literalmente idolatrava o seu pensamento, tanto que a minha fé para com a humanidade e o mundo se baseia nas suas palavras, escritas nas letras das canções e nos atos de vida e filantropia que enriquecem a sua biografia. Michael me deu força para acreditar que a dor existe, mas que o sofrimento é opcional.

Fotografar Michael era o sonho e a ambição mais extrema de cada fotógrafo. Estamos falando do artista mais eclético, imenso e popular da história do Ocidente. A minha sorte em poder fotografar a ele representou um privilégio que, no início, me deixou desorientado. Eu tinha medo de não estar à altura da sua grandeza. Reconhecia a sua imensidão artística e a importância midiática e comunicativa de cada instante perto dele.

Uma fotografia nunca era fácil. Cada vez, eu observava a fragilidade da sua carga emocional arrastada e imersa na partilha universal. Eu estava sempre com os olhos brilhantes e prontos para chorar. Não falo de envolvimentos fanáticos, mas de empatia. A consciência de um sentimento não abstrato ou avisado, mas plástico.

 

[...] Por causa de Michael eu aprendi tantas coisas sobre valores morais... Toda a minha existência moral se baseia no seu pensamento. Eu nunca imitei as suas ações para me sentir semelhante a ele, mas fiz da sua vida um instrumento para analisar e olhar para mim mesmo, para entender e me tornar uma pessoa melhor.

Graças a ele, eu aprendi que, na vida, a humildade e a bondade são as duas armas mais poderosas para podermos enfrentar todo o mal.

Aprendi que ouvir é um dom que nos permite descobrir e compreender as diferenças, de modo a trazer enriquecimento pessoal. Michael me ensinou que a palavra é mais poderosa do que uma bomba atômica.

Percebi, graças a ele, que o amor verdadeiro é incondicional e é tão forte a ponto de se fundir com a fé, até se tornar o verdadeiro sentido de toda uma vida.

Ensinou-me que as aparências são apenas máscaras e que nunca, jamais, devemos julgar o próximo.

Ensinou-me que todos temos um coração, mesmo quando os acontecimentos nos tornam maus; ensinou-me que o amor é realmente a única cura para qualquer doença da alma.

E eu percebi que, para mudar o mundo, você precisa ter fome, cultivar um fruto, colhê-lo e compartilhá-lo. E depois de ter-me mostrado o significado vital da fome, ele me ensinou sobre nunca esquecer de comer.

Se hoje sou uma bela pessoa que ouve e ajuda e ama o próximo – como as pessoas dizem – eu devo isso também, e sobretudo, a ele.
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Fonte: http://cartasparamichael.blogspot.com



sábado, 26 de outubro de 2019

"ELE DEU DE SI MESMO COMO NENHUM OUTRO..."


MICHAEL by DONNA MASSA-CHAPPEE

Donna Massa-Chappee é ilustradora artística e produtora executiva, autora e ilustradora do livro “The Untold Stories Behind the ‘Michael Jackson Series’.”
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Mikeiel [Michael, em judaico/cristão] esteve ciente de sua vocação a partir de uma idade muito jovem. Sua voz foi a primeira impressão que soava como um instrumento dos céus. Sua capacidade de amar incondicionalmente era o caminho para o céu e a doação desinteressada de si mesmo era a porta de entrada do céu.

Michael Jackson não era um homem comum. Ele era um artista na forma mais alta, e ele foi um presente. Ele nos deixou com uma impressão indelével de amor, esperança, fé e aceitação. Ele deu de si mesmo como nenhum outro, e ele nos deixou com uma promessa de um amanhã melhor.


Eu sinto que Michael compreendeu o valor real da verdade. Tudo o que ele sentia e expressava dentro de si mesmo, ele abertamente compartilhava incondicionalmente, na esperança de inspirar e tocar os outros. Essa foi a arte de Michael, na sua forma mais pura e que lhe permitiu viver e continuar a crescer como o maior artista de nosso tempo.

Sendo um Trabalhador da Luz altamente talentoso, o propósito de Michael foi o de mudar o mundo, utilizando muitos de seus talentos dados por Deus para esclarecer e inspirar a Humanidade, deixando uma impressão indelével em todos aqueles que tocou.

Ele era altamente intuitivo e sensível à condição humana. Ele tentou com todo o seu poder de transmitir, através de seu trabalho, o que precisava ser mudado, e se ele não conseguisse identificar as respostas de imediato, ele não iria parar até que as encontrasse.
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Fonte: http://donnamassa.com
Tradução: Blog Cartas para Michael
- http://cartasparamichael.blogspot.com




quinta-feira, 24 de outubro de 2019

"ELE LIMPOU O SUOR DE MINHA TESTA
COM SUA JAQUETA"


MICHAEL by HAMID MOSLEHI
(fotógrafo pessoal de Michael)

[...] Ele era um grande pais para seus filhos, era uma pessoa legal e generosa em casa, mas quando ele vinha para trabalhar novamente – ele era um perfeccionista. Sendo um dos maiores artistas, ele era muito educado e extremamente específico.

Você tinha que estar pronto 24 horas por dia. Havia dias em que nós estávamos na turnê HIStory e ele me chamava às 3 da manhã, dizendo: “Os fãs estão cantando fora do hotel, vamos lá cumprimentar eles”. E eu teria apenas que saltar da cama e ir.

[...] Eu me lembro de uma vez em que eu estava seguindo Michael a alguma loja de discos, onde estávamos fazendo compras e foi dentro de um shopping... Havia tantas pessoas e estava quente, e eu estava perseguindo Michael ao redor, com uma câmera de 35 libras, suando em bicas.

Eu, finalmente, entrei na loja de música e eles fecharam a porta. Eu estava suando e Michael veio e limpou o suor de minha testa com sua jaqueta. E eu fiquei suando mais agora porque Michael Jackson acabou de limpar o suor da minha testa com a jaqueta.

[...] Os médicos de Gavin (Arvizo) tinham-lhe dado duas semanas de vida. Eles se conheceram através da fundação Make a Wish. Seu último desejo era conhecer Michael Jackson, então Michael o convidou para ir à Neverland.

No dia em que se encontraram, Michael tomou essa criança sob sua asa, ele levou a família para Neverland. Michael disse: “esse garoto precisa de amor e esperança, e com isso ele vai sobreviver”... E ele o fez.

Ele [Gavin] sobreviveu ao câncer por completo, o cabelo voltou a crescer e os médicos ficaram chocados ao verem isso. Isso foi um milagre. E, em vez de darem um prêmio para Michael, eles o levaram a um tribunal por abuso sexual infantil.

[...] Esse lado humano, o maior lado da sua vida, é no que eu quero pensar quando penso no maior artista do mundo. E também [pensar] na primeira vez em que eu vi a sequência do Moonwalk no palco, em 1983. O momento que mudou a construção da música popular para sempre.

Ele foi, no final, exatamente o que ele sempre se esforçou para ser e se esforçou para permanecer – A maior estrela do mundo.


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Trechos da entrevista concedida à revista Roque Magazine, nº 04.
Tradução: Blog Cartas para Michael
Fonte: http://cartasparamichael.blogspot.com

terça-feira, 22 de outubro de 2019

MICHAEL É LEMBRADO
NO DIA MUNDIAL DA PAZ



No dia 21/09/2016 – Dia Mundial da Paz, ocorreu uma Assembleia das Nações Unidas em Manhattan (New York), reunindo os líderes mundiais.

Nessa ocasião, o presidente de Gana, John Mahama, declarou a estes líderes que eles devem aprender algumas coisas vindas de Michael Jackson, a fim de transformar a canção “Heal the World” em realidade.

Mahama, que busca a reeleição ainda este ano, tocou em alguns dos problemas mais graves que afetam o seu continente, que vão desde a situação dos migrantes africanos até à crescente xenofobia me todo o mundo, e líderes regionais que se agarram ao poder.

John Mahama disse: “[...] As palavras de seu sucesso de 1991 – Heal the World – continuam a ecoar do seu túmulo. É meu desejo que a hostória venha a gravar o nosso tempo aqui, neste salão, como aquele que deu a realidade para a canção de Michael Jackson, sobre curar o mundo, tornar o mundo um lugar melhor para você, para mim e para toda a raça humana. [...]”

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Fontes: http://www.mjvibe.com
- http://cartasparamichael.blogspot.com